![]() |
Recursos Humanos |
O perfil do empregado e as vantagens de ser vinculado
|
|
A árdua e gratificante tarefa de ser professorExistente desde a antiguidade, a profissão de professor é uma das mais antigas que se tem registro. No entanto, um educador que fale para um grupo grande, e não apenas para os seus discípulos, surgiu na modernidade, entre o século XVII e XVIII, com o capitalismo. Nesse período, a profissão deixou de ser veiculada à igreja católica, e outros cidadãos, além dos religiosos, puderam exercê-la. Deste momento até hoje, muita coisa mudou, menos a importância desse profissional para o crescimento, aprendizado, amadurecimento e formação ética de cada um de nós. Professora há 20 anos, Solange Aparecida de Camargo Feres dá aula de matemática para escolas da rede pública e privada. No decorrer da sua carreira, pôde perceber muitas mudanças, sendo a principal delas a forma como os alunos aprendem. Se antes já era difícil prender a atenção das crianças e adolescentes, hoje, com o advento da tecnologia, a dificuldade tornou-se ainda maior. “Temos que competir com todos os meios de comunicação, e os interesses dos alunos são bem mais diferenciados. Além disso, recebemos na escola um número muito maior de crianças com uma grande diversidade de interesses.” Por esse motivo, o ensino acompanha as mudanças da sociedade e seria impossível praticá-lo como há 50 anos. Docente da Universidade São Francisco (USF), em Itatiba, SP, e doutora em psicologia educacional, Jussara Cristina Barboza Tortella vê diferenças na profissão em relação a utilização da sala de aula, ao relacionamento professor/aluno e à elaboração de trabalho das atividades que, independente da área que seja, matemática, língua portuguesa, história ou qualquer outra, está muito mais voltada para a busca do conhecimento. “Tínhamos um ensino que trabalhava muito mais a memorização. Atualmente, ele está mais pautado na busca de conhecimento.” Hoje, para ser professor é preciso fazer um curso de pedagogia ou licenciatura. Com o primeiro, ele poderá atuar na educação infantil e ensino fundamental do primeiro ao quinto ano, ou após um tempo de profissão, ser coordenador pedagógico, diretor de escola ou supervisor de ensino. Com a licenciatura, poderá trabalhar com ensino fundamental II nas áreas específicas, como matemática, geografia, português e assim por diante. “A função do professor é atuar, basicamente, em sala de aula, e o perfil que queremos, hoje, é de um pesquisador da própria prática e da didática ensinada em sala de aula. Ou seja, uma formação muito mais voltada para a docência, ensino e aprendizagem”, explica Jussara, “além da sala de aula, o pedagogo pode atuar em outras áreas, como em ONGs ou em empresas, onde será contratado para fazer a formação de profissionais.” Apesar de muitos acharem que ter o domínio do conteúdo é suficiente, para Solange, o pré-requisito básico para quem quer seguir essa carreira é estar disponível para ajudar o outro. A mesma confusão é feita com o gostar ou não de crianças. Segundo Jussara, isso nada tem a ver com possuir o perfil do educador, que é muito mais de um pesquisador com um grande gosto pela leitura, e de uma pessoa policultural, ou seja, com grande repertório cultural e um conhecimento claro da realidade social do país. Se antes uma das maiores dificuldades era a diferença salarial entre a rede pública e privada, hoje, há outros pontos que pesam mais na balança, independente da escola. “O salário depende muito da instituição. Os da rede pública diferenciam um pouco de cidade pra cidade, e nos municípios menores, por exemplo, os professores das escolas particulares ganham menos do que os das grandes cidades, tudo vai depender do colégio. Entretanto, os problemas de ambas as instituições me parecem muito próximos, e uma das poucas diferenças entre elas, é o acesso a determinadas informações que, às vezes, o aluno de escola pública não tem”, explica Jussara. A docente da USF completa que, independente da rede, o professor enfrenta duas grandes dificuldades. A primeira delas é a parte didática, já que não é fácil criar atividades significativas que despertem o interesse do aluno em desenvolvê-las. E a outra, está relacionada com as interações interpessoais dentro da sala de aula, ou seja, como o professor pode trabalhar as questões voltadas para a educação de valores e moral. “Esse é um grande desafio. Os professores se queixam por não saberem muito bem como lidar com determinadas questões que surgem no contexto escolar, já que os alunos trazem problemáticas do seu contexto social para a escola.” Apesar de tudo, ser professor em um país como o Brasil, onde a educação é pouco valorizada e defasada, e os salários, quase sempre, são baixos, não é esse bicho de sete cabeças. “Não é fácil abraçar a docência, mas acho que quem está no contexto, ou seja, aquele professor que acredita naquilo que faz e trabalha não só a questão afetiva ‘eu amo minha profissão’, mas tem consciência do que está fazendo, busca novos procedimentos e soluções para a sua problemática. Para mim, é muito gratificante poder acompanhar o desenvolvimento de outro ser humano e a evolução no seu processo de alfabetização”, relata Jussara. Veja as vagas de emprego disponíveis no site da Catho Online. |
|
Lei do deficiente assume a maioridadeEstá previsto em lei que empresas devem contratar pessoas portadoras de deficiência e, por sinal, esta lei vai fazer 18 anos em 24 de julho. Mesmo prestes a completar a maioridade, empresas ainda encontram muitas dificuldades para cumprirem esta legislação. Por outro lado, os deficientes também esbarram em inúmeros problemas para serem inseridos na sociedade e no mercado de trabalho. Segundo a vendedora da Fiat Paulimar, Cleide de Souza, “hoje, no mercado de deficientes, as empresas estão admitindo e há muito mais empregos do que mão de obra qualificada, já que existe essa dificuldade de se adequar o deficiente aos cargos vagos.” Na Catho Online, atualmente, existem quase 4.500 vagas para portadores de deficiência. As áreas com mais vagas são Administrativa, Operacional e Comercial e Vendas. Para Rodrigo Rosso, diretor da Reatech, Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, que aconteceu, em São Paulo, no início de abril, a falta de qualificação de muitos deficientes não é o único empecilho, pois este detalhe está sendo suprido pela capacitação fornecida por ONGs, governos e pelos próprios empresários. “Existe muita dificuldade ainda hoje, mas essa dificuldade é cada vez menor, já que muitas empresas estão conseguindo alcançar seu número de funcionários para atingir a lei de cotas. Outras ainda não, porque o número é muito grande e esbarram em algumas dificuldades tanto na legislação quanto na capacitação de pessoas com deficiência, no entanto muitas empresas estão oferecendo essa capacitação e o governo também a está oferecendo tanto no âmbito federal, estadual quanto de governos municipais, sendo assim, a capacitação acabou se tornando secundária, pois a escassez desses profissionais esbarra na própria legislação. Muitos deficientes recebem benefícios do governo. A partir do momento que ele volta ao mercado de trabalho, ele perde o direito. E, em vários casos, o benefício é maior que o salário”, explica Rodrigo. Para a ADD, Associação Desportiva para Deficientes, ONG que promove o desenvolvimento de pessoas com deficiência, a dificuldade das empresas contratarem é real. “A quantidade de vagas abertas é muito maior que o número de profissionais capacitados. Por isso, nossa ONG também passou a qualificar profissionalmente essas pessoas. Ele precisa recuperar sua auto-estima. Ele precisa ter vontade de sair de casa, querer fazer um curso e vencer as barreiras que as cidades lhes impõem”, ressalta o coordenador de esportes da ADD Sileno Santos. Aos poucos, esta realidade está mudando e muitos deficientes já encontram seu lugar no mercado de trabalho. “Uma vez me candidatei a uma vaga numa multinacional. Passei em todos os testes. Quando fui participar da última etapa com uma psicóloga da empresa, ela me disse que eu não havia sido aprovada. Ela foi categórica e transparente dizendo que era porque eu não andava direito. Fui para casa e chorei. Felizmente, o mundo ficou mais aberto e aprendeu a não nos discriminar tanto. Sei que por tudo que já vivi, com meus 48 anos, estou ajudando a deixar um mundo melhor para os próximos. Hoje, sou mãe, tenho filho e emprego. Tenho certeza que tudo valeu a pena e que há um mundo melhor”, afirma Cleide Souza, vendedora da Fiat Paulimar. Fonte: Comunicação Catho Online |
|
| |